
Safra 73
17.11.2023
Manera fru fru, manera
Em entrevista a Joaquim Ferreira dos Santos no estúdio da Batuta, Fagner recorda seu primeiro LP, cujo título na capa ficou sendo “O último pau de arara”, porque a gravadora Philips achou que o público estranharia “Manera fru fru, manera”. Mas foi com este nome que ele entrou para a história dos discos cultuados, embora sem ter feito sucesso. O repertório ficou marcado por questionamentos de autoria em três faixas: “Você”, “Sina”, “Canteiros”. Em relação a esta, uma de suas músicas mais conhecidas, Fagner diz que nunca concordou que a poeta Cecília Meireles, autora de parte dos versos, tivesse virado sua parceira por exigência da Justiça. Ele também fala das boas lembranças, como as participações de sua “madrinha” Nara Leão.
O programa contou com informações do artigo do jornalista Renato Vieira para o livro “1973 – O ano que reinventou a MPB”.
Repertório
Lado A
O último pau de arara (Venâncio, Corumba e José Guimarães)
Nasci para chorar (Born to cry) (Dion DiMucci, versão Erasmo Carlos)
Você (Hekel Tavares e Nair Mesquita, adaptação de Fagner) – participação de Nara Leão
Moto I (Fagner e Belchior)
Mucuripe (Fagner e Belchior)
Como se fosse (Fagner e Capinan)
Lado B
Pé de sonhos (Petrúcio Maia e Brandão) – participação de Nara Leão
Canteiros (Fagner e Cecília Meireles)
Sina (Fagner e Ricardo Bezerra, mas os versos são do poema “O vaquêro”, de Patativa do Assaré)
Tambores (Jovem também tem saudade) (Fagner e Ronaldo Bastos)
Serenou na madrugada (tradicional, adaptação de Fagner)
Manera fru fru, manera (Fagner e Ricardo Bezerra)
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro