Episódio 3 – Sono sonoro: acalantos em 78 rpm
Gramofônica
8.12.2021

Episódio 3 – Sono sonoro: acalantos em 78 rpm

No terceiro episódio da série, Gramofônica visita o universo dos acalantos e cantigas de ninar gravados em discos de 78 rotações. Mais do que canções para embalar, os discos guardam documentos sonoros sobre histórias adormecidas, mitos, medos, fantasias, relações e tradições.

O programa conta com participações da pesquisadora Magda Pucci (“Mawaca”), da psicóloga Silvia de Ambrosis (“Canção de ninar brasileira – aproximações”) e do músico e arte-educador André Luiz Pereira dos Santos (“Quando o instante canta”).

Lado A: Os donos do sono e do som de U. Murucututu, Acutipuru, Sapo Cururu. O bebê antropofágico, folclore e modernismo nas canções de ninar.

Lado B: Mãe Preta, canto de dormir, canto de acordar. Sinhá Zefa, Sinhá Inocência, sussurros e lamentos pra sinhozinho drumi.

Repertório (para ouvir todas as músicas na íntegra, acesse a playlist deste episódio no site Discografia Brasileira)

Sombras da noite (Dante Santoro) – Dante Santoro [flauta] – 1939

Fiz a cama na varanda (Ovídio Nunes e Dilu Melo) – Dilu Melo e Conjunto Tocantins – 1944

Sereno (Antônio Almeida) – Anjos do Inferno – 1943

Dorme filhinho / Tutu Marambá (popular) – Orfeão Piracicabano – 1929

Murucututu (popular) – Cantada por Mawaca (CD “Mawaca”, 1997); cantada em Nheengatu por Baso Pako do povo Arapaso – Rio Negro; cantada por Magda Pucci (CD “Mawaca”, 1997)

Murucututu (popular) – Olga Praguer Coelho. Pereira Filho [Violão] – 1936

Nina Macunaíma (Iara Rennó e Mário de Andrade) – Cantada por Iara Rennó no disco “Macunaíma Ópera Tupi” – 2008

Tutu Marambá (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) – Gastão Formenti – 1929

Boi boi boi (popular / Georgina Erisman [Adaptação]) – Olga Praguer Coelho e Pedro Vargas, Pereira Filho, Luiz Bittencourt [Violões] – 1936

Saia do sereno (popular) – Stefana de Macedo – 1929

Puxa o melão sabiá (popular) – Elsie Houston/ Gaó, Zezinho e Petit – 1930

Tudo tudo tudo (Caetano Veloso) – Cantada por Caetano Veloso no disco “Joia”  – 1975

Berceuse Africano-Brésilienne (popular) – Elsie Houston – 1930

Nigue-Nigue-Ninhas (Popular Negro do Norte) – Bidu Sayão e Milne Charnley [piano] – 1949

Canção amiga (Milton Nascimento e Carlos Drummond de Andrade) – Cantada por Milton Nascimento no disco “Clube da Esquina 2” – 1978

Mãe preta (Caco Velho e Piratini) – Conjunto Tocantins – 1943

Barco negro (Caco Velho, Piratini e David Mourão-Ferreira) – Amália Rodrigues

Prá sinhozinho drumi (Hekel Tavares e Luiz Peixoto) – Francisco Alves, Hekel Tavares [piano] e Augusto Vasseur [violino] – 1930

Sapo cururu (Hekel Tavares e Olegário Mariano) – Francisco Alves e Hekel Tavares [piano] – 1929

História prá sinhozinho (Dorival Caymmi) – Trio de Ouro – Conjunto Odeon – 1945

Cafuné (Denis Brean e Gilberto Martins) – Aracy de Almeida – Orquestra do Vadico – 1955

Apresentação, roteiro e edição: Biancamaria Binazzi

Finalização de áudio: Emerson Ramos

Trilha sonora original: “Bem te vi”, de Alisson Amador

Locução: Bia Paes Leme

Identidade visual: Annamaria Binazzi

Ilustração: encarte de disco Ultraphon

Biancamaria Binazzi é radialista e pesquisadora musical. Mestra pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), atua na pesquisa e na difusão da música brasileira registrada em discos de 78 rotações e cria programas de rádio, rodas de escuta, discos, shows e exposições.

Fontes e caminhos:

“Canção de ninar brasileira – aproximações”, de Silvia de Ambrosis Pinheiro Machado (Edusp).

“Cancioneiro da Bahia”, de Dorival Caymmi (Martins).

“Cantos da floresta: iniciação ao universo musical indígena”, de Magda Pucci e Berenice de Almeida (Editora Peirópolis).

“Quando o instante canta: considerações mitohermenêuticas sobre a canção e a educação”, dissertação de mestrado de André Luiz Pereira (USP).

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