
Especiais
3.9.2026
Zezé Gonzaga, a linda flor da canção brasileira
“A preferida dos maestros”, “nossa namorada musical”, “a mais querida cantora” da Rádio Nacional, uma das favoritas de Radamés Gnattali, a melhor intérprete das composições de Valzinho. Zezé Gonzaga, cujo centenário se completa em 3 de setembro, não foi uma rainha do rádio, uma cantora de multidões, mas se impôs pela voz cristalina, pela delicadeza e, quando as gravadoras deixavam, pelo bom gosto na escolha do repertório. Este especial realizado pelo cantor e pesquisador Pedro Paulo Malta recorda as quase seis décadas de uma carreira que Zezé suspendeu em momentos de desencanto (mas sem nunca deixar de ser estimulada para voltar por Hermínio Bello de Carvalho). Ela morreu em 2008 um tanto triste, mas deixando órfãos admiradores de várias gerações. Quem ouvir o programa, incluindo gravações como as de “Linda flor” e “Doce veneno”, vai entender por quê.
Repertório
Sou apenas uma senhora que ainda canta (Radamés Gnattali e Hermínio Bello de Carvalho) – Zezé Gonzaga
Prelúdio nº 3 para violão – “Prelúdio da solidão” (Villa-Lobos e Hermínio Bello de Carvalho) – Zezé Gonzaga
Cidade de interior (Marino Pinto e Mário Rossi) – Zezé Gonzaga
Neusa (Antonio Caldas e Celso Figueiredo) – Zezé Gonzaga
Inverno (Clímaco Cesar) – Zezé Gonzaga
Canção de Dalila (Victor Young, versão de Clímaco Cesar) – Zezé Gonzaga
É sempre o papai (Miguel Gustavo) – Zezé Gonzaga, Odaléa Sodré e Bidu Reis (As Moreninhas)
Linda flor (Ai Ioiô) (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto) – Zezé Gonzaga
Doce veneno (Valzinho, Carlos Lentine e Machado Goulart) – Zezé Gonzaga e quinteto de Radamés Gnattali
Esse cara (Caetano Veloso) – Zezé Gonzaga
As pombas (Chiquinha Gonzaga e Raimundo Correa) – Zezé Gonzaga e Maria Teresa Madeira
Esses moços (Lupicínio Rodrigues) – Zezé Gonzaga e Maogani
Roteiro e apresentação: Pedro Paulo Malta
Edição: Filipe Di Castro
Agradecimento: Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro